Está em tramitação, em Brasília, um projeto de lei que consiste em uma ajuda de custo mensal para os jogadores campeões das copas de 58, 62 e 70, além das famílias daqueles já falecidos. Recompensa? Aposentadoria? Indenização? Ninguém chega a um acordo sobre como definir essa ajuda, que não será estendida aos campeões de 94 e 2002, que já figuravam na condição de atletas profissionais, com todos os benefícios de um trabalhador assalariado. Bem diferente das áureas décadas, onde praticamente não havia profissionalização esportiva e jogava-se por amor ao clube, à pátria ou seja lá o que for. Brasília, tramitação, lei... sabem o que essas mágicas palavras significam? Sim, mais dinheiro do nosso bolso será "investido". Fica a pergunta: por que não deixar isso com a dona CBF, que arrecada milhões e milhões em gordos patrocínios e que se tornou o que é hoje graças a esses saudosos atletas? E mais: se for o caso, por que não estender este benefício a outras modalidades, já que, por não serem tão populares quanto o futebol (e por isso não receberiam tantos investimentos), seus (ex-) atletas precisariam ainda mais disso? Pois é... ano eleitoral tem dessas coisas...
Concordo contigo. A CBF sabe muito bem como explorar a imagem do seu time, com jogadores brasileiros mundialmente conhecidos, marcando jogos nos mais variados lugares (menos no Brasil); mas não se dispõe nem a ajudar os vitoriosos atletas do passado nem a criar algo como uma aposentadoria complementar ou algo parecido para os dias de hoje, para futebolistas e ex-futebolistas.
ResponderExcluirmuito bom márcio, taí uma coisinha q não sabia...
ResponderExcluirmas porque a CBF não toma essa responsabilidade pra si? muito simples, o futebol deixou de ser arte pra ser uma rede de negociação, vide a escalação do Dunga pra copa, não que quem está lá não jogue bem, mas o que significa 20 dos 23 convocados atuarem fora do Basil, o que significa Dunga deixar de fora neymar, é assim né o nome dele? O futebol, hoje, é um dos esportes mais lucrativos que tem no mundo, se não for o mais... A CBF, assim como toda empresa, só quer saber dos seus lucros, e o EStado, que não deveria intervir em questões econômicas das empresas privadas, está "cumprido seu papel", ficando do lado dos empresários, dos patrões, de quem explora... pq mesmo hj, q o futebol é reconhecido enquanto um trabalho, com todos os direitos assegurados, não dá pra negar que os jogadores são vistos como objetos de compra e troca... é isso que o capitalismo faz, transforma pessoas em mercadorias, arte em mercadoria... tudo vira forma de lucro e aquilo que não dá é jogado no lixo.